segunda-feira, 19 de julho de 2010

VIVA Neruda!

Neruda tem me vindo forte a mente nesses últimos dias... Compartilho com você mais estes pensamentos...


"Saudade
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mais o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."


"Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.

Se sou esquecido,
devo esquecer também,
pois amor é feito espelho:
-tem que ter reflexo."

terça-feira, 13 de julho de 2010

Alice Maria ou Maria Alice!

Sempre fico impressionado com as sincronicidades quando elas vêm forte! Hoje, no final da manhã, recebo uma mensagem via MSN ao mesmo tempo em que iria interagir com o dono da mesma. Sabe quando você pensa na pessoa e ela te liga? Foi exatamente isso que me aconteceu! Sincronicidade 1!!! Realmente não me recordo quando foi a última vez que isso aconteceu. E isso só faz eu me abismar mais ainda! Mas faz com que meu sentimento de sozinhez seja minimizado! ;D
Além disso o conteúdo da mensagem está ligado ao meu próprio blog (a mente humana é cheia de surpresas!)!
Sincronicidade 2!!!

Segue abaixo para entender melhor!




Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
Agora que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro:
Alice no país das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende,
pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice
faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?”.
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
grave.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de serA gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: “Oh, I beg your pardon!” Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato.
Foi o que o rato perguntou à Alice: “Gostarias de gatos se fosses eu? “.
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namoradas, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhastes.
Disse o ratinho: “Minha história é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de
vezes.
Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance”. Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: “Minha vida daria um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mais devagar, muito devagar. Quero dizer seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.
E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte: É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina
complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.
Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”.
Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

Hoje de madrugada lá pela meia-noite e meia baixei pro meu iPhone (viva o eBooks!) os dois livros da Alice!
Sincronicidade 3!!! Fiquei assustado! Muito surpreso! Fazia muito tempo que isso não acontecia. Obrigado pela adrenalina Anderson e por compartilhar seus pensamentos comigo também! ;D Seja sempre bem-vindo! Be my quest!


Não vou comentar a inserção aqui. O texto fantástico de Paulo Mendes Campos fala por si. Muito obrigado também! ;D

sábado, 3 de julho de 2010

Viver ou Sonhar?

Sempre quando conheço algum ser humano novo a mesma pergunta é realizada. Quase como um ritual. Antigamente logo de cara, de supetão. Hoje, inconscientemente, ela ficou para interações futuras. Talvez por eu ter deixado de ser invasivo como era quando voltei pra terra natal. Coisas da minha criação joinvilana onde a invasão de privacidade é meramente assuntosa e não possui maldade alguma.


As respostas têm sido decepcionantes e frustrantes. "Quais são seus sonhos?" eu indago. Ouço variantes da mesma resposta: "Já realizei todos eles. Tenho uma casa, um carro, um bom emprego e viajo sempre." Quando foi que as pessoas pararam de sonhar de verdade? O mundo não é feito somente de matéria. Concordo que ela nos ajuda e muito. É bom estar num lar confortável que nos agrade, poder ir e vir num carro que consideremos bacana, possuir um emprego minimamente interessante que nos proporcione tudo isso e poder viajar e conhecer outras paragens, respirar novos ares. Mas e os demais sonhos? Ninguém mais sonha com o amor? Não me lembro de alguém ter respondido que sonha encontrar uma outra pessoa pra dividir todas essas conquistas terrenas. Ou, os que já encontraram e vivenciaram essa experiência já se deram por satisfeitos.


Uma das últimas respostas que tive que ainda me impressionam era que encontrar alguém para compartilhar a vida não era um sonho, era um fato. Como se sonhar fosse feio, fosse sem sentido, sem significado. Afinal, o sonho é apenas um sonho! Melhor trabalhar em cima de fatos. Acho que posso mudar minha pergunta daqui pra frente. "Quais são seus fatos?". E o que aconteceu com a citação: "Um sonho que se sonha só é só um sonho. Um sonho que se sonha junto é realidade."? Gosto de transformar a realidade ao meu redor. Faz parte da minha profissão como arquiteto. Mas sempre, SEMPRE, sonho junto! Só assim o sonho se torna efetivamente realidade ou se preferir, só assim o sonho se torna um fato!


Nesse meio tempo, entre este último ocorrido que me faz pender para a misantropia e esta postagem que agora escrevo, minha  mente preparou vários argumentos através de citações, frases e músicas (uma acima já foi citada). Algumas de um passado bem distante. Essa que vem bem de longe era de um quadro de uma gaivota voando pelo céu numa imagem monocromática toda laranja que tínhamos em casa.


"Nunca large mão dos seus sonhos. Pois se eles morrem, a vida se torna como um pássaro de asa quebrada que não pode voar."


Sempre quis voar desde criança. E quando era menor sonhava muito que agitava meus braços e voava como um pássaro livre que regressava sempre pro conforto da minha casa, da minha família. O sonho evoluiu ao ponto de eu poder voar sem precisar bater os braços despenados. Hoje não sonho mais em voar. Hoje sei que alcei vôo sozinho e já realizei muitos dos meus sonhos. Mas continuo sonhando com uma revoada de coisas. E continuo sonhando com o amor. Em compartilhar meus sonhos com outro ser humano que se predisponha a isso e juntos possamos construirmos uma nova realidade.


Goethe escreveu também: "O que quer que possa fazer ou sonhe em fazer comece-o. Existe algo de genealidade, de poder e de magia na coragem.".


Sonhar é mágico! Outra palavra que anda perdida em nosso mundo. Magia. A magia do amor soa piegas demais pra você? Pra mim não. Comecei a dar passos novos em minha vida profissional. Comecei. E isto foi o suficiente pra magia se estabelecer. Hoje um mundo completamente novo e ao mesmo tempo bem conhecido se apresenta pra mim. Cheio de possibilidades, mais sonhos e por que não, magia.


Busquei refúgio deste mundo de pessoas factuais na música também. Belchior na voz de Elis me veio primeiro a mente. "Viver é melhor que sonhar!" Cante junto com ela abaixo (sei que você sabe a letra toda!).





Viver realmente é melhor que sonhar. Isso sim é um fato que aceito de bom grado. Mas ainda sonho como uma criança. E como as pessoas factuais me dizem: "Você é uma criança crescida". As vezes considero essa avaliação ruim mas as mesmas pessoas factuais dizem que não. Talvez por lembrarem que um dia já foram assim também. Mas que em algum momento de suas histórias a criança que sonhava se perdeu.


Revi esses dias o filme O Pequeno Príncipe (eu sei que é livro de Miss mas paciência...). E percebi o quanto algumas coisas nele são próximas do que sinto. Parei de confiar nos adultos que não sonham mais assim como o piloto perdido no deserto parou de confiar nos adultos que viam seu desenho apenas como um chapéu e não como uma jibóia digerindo um elefante. Minha visão não é mais inocente como quando eu era criança. Afinal já sou um adulto. Ou factualmente, sou uma criança crescida (qual a diferença?). Mas conservo ainda a capacidade de ver as pessoas com essa inocência deliciosa de toda criança perguntando: "Quais são seus sonhos?". Ainda continuo me relacionando com pessoas factuais repetindo o mesmo mantra: "O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o olhos do coração." Tento me enquadrar nos padrões da normalidade imposta pelo mundo apesar de saber que sou uma pessoa verde (né Lu?!). No fundo, bem lá no fundo, meu coração me diz que alguns seres humanos factuais são boas pessoas e que não posso renegar minha espécie completamente. Já disse que se encontrasse Pandora eu a esganaria? Só um pouquinho... Maldita esperança que alimenta nossos corações!


Enfim... Continuo sonhando.


Hoje, um pouco antes de me sentar aqui e compartilhar com você tudo isso, outra música, como uma resposta a todas minhas dúvidas, foi-me lançada pelo meu inconsciente. E é com ela que termino essa postagem.


But in your dreams
Whatever they be
Dream a little dream of me...


domingo, 27 de junho de 2010

ARTE | Enrique Rodríguez


Descobri este arquiteto|desenhista industrial fantástico na Casa Cor São Paulo do ano passado! Gosto muito do trabalho dele. Vale a pena conferir! Trabalho minucioso, vivo, divertido e ao mesmo tempo elegante e muito bem equilibrado!

Divirtam-se  e deliciem-se tanto quanto eu! Algumas obras encontram-se em promoção no Galpão Enrique Rodríguez na Matias Aires 61 em São Paulo. Visitem e confiram! Recomendo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ikea + Facebook!

As idéias mais simples são as mais geniais. Veja como a Ikea se promoveu através do Facebook! Fantástico!

domingo, 20 de junho de 2010

O que é FIDELIDADE?

Acabaram de me indagar o que eu entendo por fidelidade (boa pergunta Lucas). Pensei um pouco e consultei as fontes. Eis a luz postada no Facebook!


Ser fiel a algo ou alguém é ter perseverança, é acreditar e confiar, ter uma afeição constante (como os cachorros), ser honesto, franco, sincero e verdadeiro. Tive ajuda do Michaelis claro! Mas escolho uma definição entre essas: SER FIEL É TER AFEIÇÃO CONSTANTE. Quando gostamos menos de alguém ou isso não é constante abrimos espaço para outro ou outros. Por isso, assim como o AMOR, a FIDELIDADE exige dedicação e disposição. ;D


O Tigor também é fiel. Afinal, ele é quase um cachorro!

domingo, 13 de junho de 2010

Ale, Alejandro!

Gaga me ligou na semana errada pra eu fazer esse vídeo. Afinal, a música tinha sido composta para mim. Nada mais natural que eu participasse dele. Minha vida estava uma correria (como sempre) e mesmo não podendo atender seu pedido lhe indiquei um modelo brasileiro pra me representar. Acho que ele deu conta do recado.

Ótima fonte de inspiração na cama para os entediados com a vida conjugal! Afinal, sexo é a solução de todos os problemas da humanidade! risos...

Brigadão Gaga por tudo! (Você ainda me lembra Ace of Base com uma pitada de Madonna. Sorry baby!). BeijoMeLiga!