quarta-feira, 19 de maio de 2010

All refreshed!

Depois de uma overdose de blogs que se iniciou ontem, e um dia de retiro da vida padronizada, meu blog foi revisado, moldado, revitalizado e renovado! Agora as palavras respiram mais livremente de forma mais clara, convidativa e colorida! Fruto de uma tarde de pesquisas e avaliações.

O Tigor, que em breve fará seus posts por aqui também, ajudou bastante no dia de hoje me aquecendo e dando ânimo (até abstraí o furo no colchão de ar que ele fez...).

O foco das postagens foi revisto também. Antes, aconteciam de forma terapêutica por eu ser descrente na espécie psicólogo e/ou psiquiatra (acreditem, já tive minha dose deles na vida). Agora os textos fluirão por entre minhas vontades, experiências, quereres, desejos, encontros e desencontros por aqui e por ali. Passarão também, é claro, pela minha vida profissional. Ou pelas minhas vidas profissionais. Sim. Novos rumos se apresentam diante de mim. Antigos e novos amigos se juntam também. E novas e antigas parcerias vibram tendo voz, ou palavras mudas, neste blog.

Seja muito bem-vindo a minha nova casa virtual! Mais confortável e mais alegre e viva com sua presença.

Sinta-se em casa também!

;D

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Yes! Nós temos Maliculina!

Não posso começar essa postagem sem antes mencionar o tormento que tenho sofrido nesse último ano todas as terças e quintas a noite durante minhas aulas na pós-graduação. Minha prima torta, que também reside sobre a sombra do Teixo, infernizou minha vida nesses últimos tempos para postar sobre este tema tão considerado por ela. Obrigado Bia pela insistência, carinho e amizade! Segue abaixo!

Há mais ou menos uns dois anos atrás, quando minha vida deu uma reviravolta muito grande com minha demissão inesperada e a perda de tudo que já havia construído por aqui, fui morar com uma amiga conhecida que me adotou como um animalzinho abandonado (ela já havia adotado mais dois animais antes de mim, uma pug com a língua pra fora chamada Ana Julia e uma gata atropelada e incapacitada de grandes saltos chamada Lilica). Sim, na época apenas amiga conhecida pois depois dos nove meses de convivência intensa (nasceu!) criamos um vínculo afetivo bem maior. Hoje a considero uma grande amiga (obrigado por tudo sempre Lu!). Nesse casamento (foi perfeito como muitos casamentos - a gente nem transava também!) e durante nossas trocas diárias de informação foi-me apresentado por ela o termo Maliculina - grande teoria do pai médico da Lu. E o que é isso??? Pois bem, a Maliculina vem a ser uma proteína ligada ao grau de maluquice muito presente nos seres humanos. Todos somos emissores e receptores de Maliculina considerando que ela gera um campo de emissão e atração ao nosso redor, em maior ou menor grau. Alguns emitem mais Maliculina e outros atraem mais Maliculina, e outros ainda tem ambas energias digamos assim, muito bem desenvolvidas. Penso hoje, depois de alguns anos de reflexão e experiências Maliculínicas, que ela pode ser nata e/ou desenvolvida durante toda nossa vida.

E o que isso implica na vida de todos? Esta é a questão. Quando pessoas com alta concentração de Maliculina no organismo se encontram e estão próximas, a probabilidade de coisas bizarras acontecerem é incrivelmente grande! Pense comigo e faça as suas contas. Pense nas coisas bizarras que lhe aconteceram em sua vida e lembre-se daquele amigo maluco com alto teor de Maliculina do seu lado sempre. Sim! Você também tem uma alta concentração de Maliculina para ter atraído este ser para você!

Vou narrar dois fatos exemplificando a atuação da Maliculina em minha existência. Fato 01. Estava eu sentado num café com um amigo conversando sobre a vida, numa conversa altamente carregada de Maliculina é claro, quando uma senhora entre seus 50 e 60 anos mete a cabeça entre nós (estávamos num sofá tomando nosso café) dizendo que não poderia deixar de comentar sobre nossa conversa (olha a Maliculina em ação!!!). Papo vai, papo vem, ela nos disse que estava sendo perseguida há anos, que mudava de endereço sempre, de nome e vivia com medo. Praticamente uma fugitiva judia correndo dos alemães, tirando claro o descompasso temporal. Olhei para esse amigo e disse: "Cara, você tem muita Maliculina dentro de você. Não podemos mais nos ver! É  perigoso!" Nunca mais o encontrei. Tenho medo dessas coisas. Mas ele me disse em algum encontro por acaso (os Maliculinos, que são os portadores de Maliculina, se atraem sempre! Impossível fugir!) que reencontrou aquela senhora no mesmo café um outro dia e conversaram muito! Eu hein! Evito esse café sempre que posso.

Fato 02. A Maliculina não é uma proteína presente apenas nos seres humanos. Encontramos uma grande parte de animais que também são Maliculinos. Se você se identifica com tudo acima e possui um animal de estimação o avalie com atenção. Ele é maluquinho, não é mesmo?! Parte da educação Maliculina dele se deve a você, é claro. Mas se ele não fosse um Maliculino em potencial jamais teria chegado as suas mãos. Meu gato chamado Tigor, por exemplo, acha que é um cachorro. Ele atende vários chamados pelo nome, assobios e quando jogo sua cordinha (seu brinquedo mequetrefe favorito! A bola cara ele nem liga!) ele sai correndo buscá-la e a coloca junto a mim para repetir infinitamente a brincadeira. Ele é portador de Maliculina sim. E o educo para ser assim também! Afinal. não posso evitar e lutar contra essa informação. Mas o fato não é esse. Estava eu passeando com a Ana Julia (cadela da Lu já apresentada acima), uma pug deliciosa de apertar e esganar (ela adora brincadeiras brutas, claro) quando na esquina de casa ela estaca no chão de repente. Meu braço fica pra trás preso na coleira atada aquele ser troncudinho. Olho pro cachorrinho sentado com a cara de pau mais simpática do mundo (acreditem, ela é a Miss Simpatia do bairro) me encarando. Um cara passa na rua e vê a situação bizarra. Eu tentando puxar o cachorro pela coleira insistentemente. Afinal, não tínhamos nem saído da quadra de casa e ela não tinha feito nem o número 1 muito menos o número 2! O mesmo cara comenta: "Tadinho do cachorro, tá cansado." Comento: "Cansado??? A gente tá na esquina de casa!" Ele retruca com cara de indignação devido a sua sapiência com animais: "Mas ela tá com a língua de fora!". Sentencio: "Ela tem a língua pra fora!". Ele sem acreditar que o cachorrinho era daquele jeito se afasta certo de que eu era o ser humano mais maldoso com os animais naquele momento fazendo o pobre animal ser arrastado pela coleira quilômetros sem fim até esgotado colocar a língua pra fora e se entregar a exaustão.

Bom, se depois de tudo isso você ainda desconfiar que a Maliculina é lenda ou não existe de verdade é porque sua hora não chegou! Fique atento! Mais dia, menos dia, um Maliculino vai esbarrar em você, e você vai lembrar de tudo isso. Corra o mais rápido que puder! Ou faça como eu, abrace seu amigo Maliculino e vivam todas as bizarrices que esta fantástica proteína pode lhes oferecer!

Yes! Nós temos Maliculina (eu, o Tigor, a Lu, a Ana Júlia e a Bia!!!)

sábado, 1 de novembro de 2008

Um monte de dias! risos...

Revisando os últimos dias de treino!

Dia 2
Corri 3,5 km até a casa do Márcio e voltei com minha bike que estava lá. Sabe que correr na Sumaré é péssimo mesmo?! Fiz essa sinapse depois que corri por dentro passando pelo Pacaembu e indo em direção a Higienópolis. Muito melhor! Bem mais legal! Que Sumaré o quê?! risos... A corrida foi boa mesmo morro acima. Dores bem irrelevantes.

Dia 3
Corri 5 km na orla do Rio! Saudades da cidade maravilhosa. Nunca tinha corrido na Barra. Foi divertido e animador. Afinal, cruzei com vários corredores. Desde os atletas de maratona que dão gosto de ver correndo até os "eu mesmo inventei uma técnica de corrida"! risos... Quase sem dor também!

Dia 4
Corri 5,6 km em direção a Pompéia hoje. Sobe e desce morro pra caramba. Mas fiquei surpreso com o trajeto percorrido. Meu joelho tá reclamando. Afinal, sem dor muscular e dando conta com o pouco fôlego. Tinha me esquecido que poderia sobrecarregar os joelhos já que a corrida é boa e o tênis também. Mas não chega a ser desesperador. Mas agora sei que os dois joelhos existem!!!

Dia 5
Corri 3 km hoje dentro do Pacaembu. Claro que reduzi o trajeto. Meus joelhos não estão curtindo os treinos agora. Vou pegar mais leve pra eles irem se acostumando a trajetos maiores já que nenhuma outra parte do corpo anda reclamando. Se piorar passo num ortopedista pra uma avaliação!

Hoje mesmo é o dia 6 mas como só vou correr a noite, se Deus quiser, passo outra hora aqui pra deixar mais um registro de como anda tudo.

So far so good! Acho que vou dar conta dos 15 km. Apesar de muita gente ficar surpresa e fazer cara de espanto... Ainda não comecei a acreditar nesse povo descrente... risos... Quem sabe no próximo mês onde os treinos serão mais pesados???

Até a próxima!
Alessandro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Keep Running!

Hoje iniciei meu programa "15 km em 10 semanas" que eu mesmo inventei! risos... Bom, na verdade foi uma média de dois programas de corrida mais as loucuruas da minha cabeça... Mas acho que vai dar certo! Tem que dar. Afinal, não posso dar fiasco na São Silvestre!

Conversei ontem com minha amiga nutricionista e triatleta pirada, e ela me lembrou que eu tinha prometido correr a São Silvestre em sua tão agradável e em forma companhia. Claro que eu tinha me esquecido disso. Eu nem me lembro o que almocei ontem! E eu inocentemente, concordei e topei a parada. Como tinha comprado uma O2 pra avaliar um programa de corrida achei que tudo já estava resolvido. Essa avaliação foi bem inocente mesmo...

Estamos a 10 semanas da São Silvestre e eu estou há 5 anos sem correr... risos... Foi uma visão bem desenperadora! Montei dois programas! Um que aumento 1,5 km a cada semana até chegar aos 15 km e outro que aumento gradativamente 10% por semana o percurso. Claro que vou fazer algo entre esses dois... Mas já é um ótimo começo! Agora tenho uma meta!

Hoje foi o Dia 1. Prometo que vou tentar estar mais presente aqui durante mais essa investida na vida em São Paulo. Afinal, adoro correr. Pra mim é quase tão bom quanto transar! Eu disse quase ok?! risos... Purgo o meu dia e afasto bobagens da minha cabeça apenas me concentrando em chegar.

Onde? Isso não importa. A felicidade sempre é o caminho e não o fim!
Sendo assim, vou correndo, e sendo feliz!

Por isso meus caros amigos:
Keep Running!
Alessandro.

sábado, 26 de abril de 2008

Contar com, depender e precisar de...

Alguma coisa se quebrou dentro de mim. E acho que não tem conserto...

E isso me fez lembrar de uma antigo rascunho que nunca tinha desenvolvido por aqui... E hoje, mais de dois anos depois, tenho vontade de abordá-lo. Qual a diferença entre "contar com", "depender" e "precisar de"? Sempre recorro ao grande conhecedor das causas e dilemas e das palavras claro - Sr. Aurélio. Pois bem, ele me diz:

Contar com...
Ter esperança, confiança em; esperar, confiar.
Quando você conta com uma pessoa, você confia nela, tem esperança nela, acredita nela. Claro que o esperar algo de alguém pode gerar frustração e decepção se recebe menos do que esperava. Normalmente a comparação é feita baseada em nossos próprios atos e como nos comportamos diante das mesmas situação vividas pelas pessoas que depositamos tamanho crédito. E acredito que aí reside um grande perigo...

Depender...
Estar subordinado; estar sob o domínio, autoridade, influência ou arbítrio; ser dependente.
Bom, depender é um conceito bem claro pra mim. A dependência nos limita a algo, a alguém quando dependemos de uma pessoa. Estamos subordinados a uma ação ou ao desejo e querer de uma pessoa. É uma relação que envolve controle, autoridade como citado acima, nem sempre conscientes, é claro. Sempre fugi muito das relações de dependência mas nem sempre ela fogem da gente. Algumas nos perseguem cruelmente para que possamos aprender algo (assim espero!).

Precisar de...
Ter precisão ou necessidade de; necessitar.
Acho que o Sr. Aurélio não tava muito inspirado quando resolveu falar sobre este item... Sem exemplos e pouco desenvolvido... Talvez até pra ele fosse difícil abordar tal assunto... Precisamos das pessoas... Sempre precisamos das pessoas. Nas tarefas mais simples, como um pão que é feito pelo padeiro, até as mais complexas, como uma boa conversa com um amigo sobre nossa vida e que rumo ela toma por um caminho ou pelo outro.

Agora com tudo um pouco mais definido desenvolvo as três ao mesmo tempo (multitarefa sim!). Qual a relação que existe entre esses três conceitos? Qual a diferença?

Quando contamos com uma pessoa, temos esperança nela. Esperança depositada através da comparação de nossos próprios atos diante da mesma situação. Contamos com alguém mas podemos não precisar desse mesmo alguém. Acredito agora que exista uma certa hierarquia, no meu ponto de vista, entre essas três ações. Numa ordem pejorativa de real dependência segue: eu dependo de você, eu preciso de você e eu conto com você. Dependendo de alguém fico limitado a vontade do outro, a mercê do seu arbítrio. Escravo de suas vontades. Precisar do outro ainda envolve uma certa dependência por talvez não achar que sem ele possa resolver suas dúvidas ou angústias ou problemas. Mas não é tão limitador quanto depender... Contar com alguém nos liberta quase que totalmente da relação de dependência. Afinal, através da esperança, esperamos algo do outro. Nem sempre esse outro é capaz de entender a mensagem, ou intuir nossos desejos e quereres. Ou quem sabe ter a compreensão que temos de nosso sentimentos (o que se torna mais difícil ainda).

Nessa perspectiva, um pouco mais distante da situação que me envolve, dependo de algumas pessoas ainda (querendo não depender mais), preciso de algumas outras (querendo não precisar mais) e conto com algumas outras poucas (contando menos...). Chego a triste conclusão de que só posso realmente contar comigo mesmo. Afinal, somente eu tenho algum conhecimento do que se passa aqui dentro, do que realmente é importante, dos meus valores e de minhas precisões... Mas sei que as pessoas erram, eu também erro. Talvez minhas avaliações não sejam tão sensatas assim do ponto de vista externo... Talvez eu esteja errando. Mas é o único caminho que conheço, é o que desejo e o que quero no momento.

Sorrio no final de tudo isso agradecendo a maravilhosa oportunidade de viver e aprender, errando às vezes, mas acertando também...

"Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí..."
Alessandro...